terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

PSOL Amazonas: superando limites de uma politica sem limites

Por: Elson de Melo*

A política brasileira é movida pelo poder econômico, somente os partidos políticos ligados ao capital, dominam há séculos o governo e sempre estão a serviço do grande capital que continua manipulando o Estado e oprimindo o nosso povo. O PSOL nasce da necessidade de rearticulação dos lutadores sociais, que ficaram órfãos quando o PT foi abduzido pelos banqueiros, latifundiário, grandes especuladores... Desde sua fundação, o PSOL vem superando os limites impostos por essa política do toma lá da cá.

Alinhado a esquerda socialista, o PSOL afirma na sua filosofia, de “um partido socialista e anticapitalista”. No campo das possibilidades, um partido da esquerda socialista na política brasileira e mundial, sofre o estigma oriundo da guerra fria que norteou a política internacional por quase oito décadas, onde, de um lado os Estados Unidos comandava os países do ocidente e de outro a União Soviética, comandava os países do bloco dos não alinhados. Esse estigma limita em muito o avanço de um partido da natureza do PSOL, é um verdadeiro exercício de superação de limites dia pós dia.  

Observando a natureza do PSOL, é possível estabelecer uma reflexão dirigida aos desafios atuais, que nos levam a situações extremas diante dos novos paradigmas científicos, as crescentes possibilidades técnicas, as alterações dos padrões sociais, a proliferação de problemas ambientais, os contextos conjunturais, as modernas formas de escravidão, as imutáveis questões da existência. São fatores que requer dos lutadores sociais, investigações precisas, que identifique com clareza os caminhos a percorrer.

A pluralidade do PSOL é um fator positivo se observado os valores éticos e sociáveis pelas correntes internas que disputam a hegemonia do aparelho partidário. Caso contrario, a organização fracassará enquanto instrumento de possibilidades de transformação social. Não estou propondo o consenso, mas sim estabelecer um debate pedagógico que aprofunde de forma civilizada as estratégias e táticas realistas a luz de uma plataforma de unidade capaz superar as dicotomias e especulação filosóficas.

Estamos diante de uma realidade cruel e desafiadora, e isso nos leva a não desperdiçar possibilidades, precisamos para tanto, ultrapassar o individualismo, o relativismo moral e intelectual que a nível global reina absoluto nas sociedades ditas modernas, a ética de situações limites, busca respostas para o domínio do ambiente e da ecologia, onde o capital há cada dia manipula a genética e incorpora na indústria da alimentação elementos químicos que compromete a saúde dos humanos e a vida na terra.

O PSOL Amazonas está completando dez anos de organização, num primeiro momento, podemos dizer que se trata de uma criança caminhando para pré-adolescência, no entanto, é preciso acelerar o seu crescimento, torna-lo o principal instrumento de reação política da classe trabalhadora, avançar na caminhada organizacional e eleitoral, combinando um plano de atividades praticas com um forte e consequente projeto pedagógico de educação política.

Essa combinação nos abre um leque de possibilidades dentro desse cenário cruel que é a política brasileira, é a nossa criatividade e organização que fará a diferença, e, isso só será possível, se acreditarmos na mobilização popular, na capacidade transformadora dos trabalhadores e principalmente se superarmos os medos que nos rodeiam há toda hora.

Para superar a força do capital, só organização. Para superar os limites da política tradicional, muita ação mobilizadora. Para superar nossos medos, mais educação política e determinação. Assim o PSOL Amazonas, será capaz de superar os limites de uma política sem limites.

*Elson de Melo é Presidente do PSOL(AM)

PSOL Amazonas: FILIE-SE

O que é a filiação?

A filiação ao PSOL é importante porque faz com que você tenha o direito de decidir sobre os rumos do partido. No momento em que você está filiado você pode participar das reuniões, plenárias e convenções, ordinárias ou não, nas instâncias partidárias.

Como o PSOL está organizado?

O PSOL é um partido que se constrói na base, portanto a participação do filiado se dá nos núcleos do partido, que tanto pode ser no bairro, categoria ou movimento do qual faça parte. A participação no núcleo é vital, pois deles saem as discussões que nortearão o conjunto do partido. De tempos em tempos são organizadas plenárias de núcleos com objetivo de aprofundar os debates e democratizar as decisões. Também são instâncias as Plenárias Regionais, os Encontros Estaduais e o Congresso Nacional do PSOL, que acontece de dois em dois anos.

O que é a militância?

Mais do que participar da vida do partido, o filiad0 é, antes de mais nada, um militante que carrega as bandeiras de luta do partido, atuando onde quer que esteja em favor da construção do socialismo no Brasil e no mundo. Militar é ser generoso e destinar parte de seu tempo na organização da classe trabalhadora.

Conheça o programa do PSOL?

É importante, antes de mais nada, conhecer o programa do PSOL aprovado no encontro de fundação. Dessa forma, você ingressa nas trincheiras de nosso partido à par do discurso que norteia a nossa prática.

O que são as Tendências?

O PSOL é um partido plural, que permite a organização interna de “correntes” de pensamento. As tendências são grupos organizados internamente que buscam a construção do PSOL e disputam seus rumos, é, em outras palavras, um exercício da liberdade de opinião e democracia interna. Todavia, não é condição obrigatória a entrada em uma tendência, são muitos os que optam pela militância de forma independente.

É preciso contribuir financeiramente?

Sim, todo militante deve contribuir com a manutenção do partido. Essa contribuição pode ser feita diretamente no núcleo do qual pertença, conforme a disponibilidade pessoal do filiado/militante. A contribuição é muito importante para o PSOL, uma vez que o Partido não recebe recursos de empresas ou grupos econômicos. A contribuição militante é fundamental para nós que “não temos o rabo preso”.

Parte dos recursos do PSOL “sai” também dos repasses de seus parlamentares eleitos e também do fundo partidário, além de campanhas específicas, como vendas de camisetas, adesivos, bandeiras, etc.

Solicite a sua filiação no Partido Socialismo e Liberdade – PSOL Amazonas na sede do partido na Av. Constantino Nery, nº 1913, Bairro de São Geraldo ou através do formulário clicando aqui. Para agendar uma visita a sede ligue (92)91606147 ou (92)81160094.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O fim do governo do PT

Por: Carlos Augusto dos Santos*

O Governo do PT acabou!

Vou procurar escrever o mais claro possível, já que vários amigos petistas tendem a ter uma dificuldade enorme em compreender aquilo que não seja vinculado pelo Palácio do Planalto.

O governo petista acabou. As manifestações de ruas vêm apenas provar uma insatisfação crescente de um governo que, apesar de eleito pelo voto popular e da maioria da classe baixa, não conseguiu, ao longo dos oito de Governo Lula e os praticamente quatro anos da Presidenta Dilma, modificar os pilares da economia clássica e, como consequência, as mudanças esperadas de uma esperança que se propunha acabar com o medo.

Muito pelo contrário, a procura incessante pelo controle da inflação e dos crescentes gastos públicos, bem como outras medidas econômicas, apenas reforçam seus fundamentos mais ortodoxos.

De nada adianta dizer que muitos dos problemas decorem do acesso facilitado ao crédito permitindo a compra de automóveis, eletrodomésticos e o aumento do consumo generalizado. Pelo contrário, a alta da inflação decorre exatamente desta política econômica que, na verdade é uma bolha que esta prestes a explodir a qualquer momento. Daí o medo generalizado da volta da inflação, além da enorme e crescente preocupação com a fuga de capitais, algo tão combatido no início do governo Lula e que foi esquecido ao longo dos anos.

Por outro lado, no campo das políticas sociais, as únicas referências são o programa Bolsa família, que em fazendo uma redistribuição de renda ainda que pífia, e é apresentado como a redenção desta população de miseráveis e, em larga medida, torna estas pessoas reféns de um programa que apenas alivia o sofrimento de inúmeras famílias, ainda que com um ganho pequeno, se tornando um verdadeiro curral eleitoral. Sendo que o programa “Mais médico” é outra falácia, uma vez que daqui a seis anos, já que os contratos de três anos podem ser renovados por mais três, apenas empurram para depois um problema que deveria ser enfrentado agora com um aumento significativo do número de vagas nas faculdades de medicina e de uma humanização em sua formação.

Entretanto, as manifestações de ruas mostram claramente que a população esta cansada desta política econômica e quer mais do que estádios de futebol; querem saúde, escola, moradia e transporte de qualidade e agora, também, poder passear em seus “rolezinhos” pelos shoppings, entre outros direitos, sem serem criminalizados já que não existem alternativas de lazer e cultura, por mais que o governo diga o contrário.

Os dados apresentados pelo governo sempre mostram um céu de brigadeiro quando, ao longe se percebe as negras nuvens de uma politica econômica que se fundamentada em pilares ortodoxos e apenas mantém o país em situação de uma constante e grave crise econômica e, por conseguinte social, ainda por vir.

As grandes reformas como da comunicação, agrária, previdência, do judiciário, política entre outras, jamais saíram do papel; não apenas por falta de vontade política, mas, sobretudo, por uma opção feita ainda com a “Carta ao Povo Brasileiro” que dizia em outras palavras que economicamente nada mudaria. As chamadas privatizações, agora com o pomposo nome de concessões, na verdade estão pouco a pouco dilapidando o patrimônio público. Explica, também, e em larga medida, por que o Governo Petista tem no PSDB o seu grande adversário: suas politicas econômicas e sociais, em última instância, se coadunam. Embora o PSDB sempre tenha defendido tais políticas sendo, portanto, mais sincero em suas convicções.

Nunca é demais lembrar que os grandes obstáculos deste governo foram criados por ele mesmo quando fez sua opção em manter uma direita tradicional como aliada como é o caso de Sarney, Collor, Renam Calheiros, Roberto Jefferson, entre outros representantes da direita e da elite econômica e política brasileira.

Os escândalos de corrupção apenas demonstram que foram engolidos pela própria ambição em se manter, a qualquer custo, no poder.

É bem verdade que com a máquina do governo nas mãos podem até ganhar as próximas eleições, contudo, existe uma única certeza: O governo do PT já acabou, uma vez que se tornou apenas mais um partido, como todos os outros que governaram este país. Sem sombra de dúvidas, um fim melancólico.

*Carlos Augusto dos Santos é Professor da Faculdade Salesiana Dom Bosco em Manaus(AM)
Fonte: Facebook Carlos Augusto Dos Santos

Conjuntura Nacional - Resolução aprovada no 4ª Congresso Nacional do PSOL

CONJUNTURA NACIONAL
Brasil: é hora de mudanças!

1.    Em junho de 2013 nosso país viveu um novo despertar das manifestações de rua, as maiores dos últimos vinte anos. Manifestações que romperam uma década de conformismo e conciliação, desde a chegada do projeto lulista ao governo federal. Assim, voltou ao centro da agenda nacional o clamor por mudanças.

2.    As manifestações contra o aumento das tarifas e em repúdio a violência com que a polícia militar reprimiu os primeiros protestos, expressou um descontentamento mais geral do povo contra as péssimas condições de vida nos grandes centros urbanos brasileiros.

3.    A revolta popular de junho não foi apenas contra um sistema de transporte caro, sucateado e ineficiente, foi também contra a exclusão desta maioria que vive nas cidades sem aceso a serviços públicos de qualidade na saúde, educação, segurança pública, habitação, cultura e lazer.

4.    O fato novo, inaugurado desde então, é que o país ingressou em outro momento de sua história política, uma nova conjuntura, mais favoráveis às lutas sociais e a defesa de um programa de mudanças estruturais. Um programa realmente voltado para o combate à desigualdade social, a garantia de direitos e a defesa de um modelo de desenvolvimento que garanta mobilidade urbana, serviços públicos de qualidade e a defesa das riquezas nacionais, do petróleo às nossas florestas.

5.    Os ventos de junho deram maior ânimo para a luta de vários setores sociais. Foi o que vimos com a semana nacional de mobilização indígena, a greve nacional dos bancários, a greve dos estudantes em várias universidades públicas, as ocupações do movimento sem teto, e a luta de diversas categorias profissionais contra o projeto que amplia a terceirização. A greve dos professores no Rio de Janeiro recolocou a defesa da educação pública na pauta nacional e obteve grande apoio popular.

6.    Frente à pressão das ruas, o governo Dilma e sua maioria no Congresso Nacional, ainda que tenham aceitado desengavetar alguns projetos de cunho democratizante (como o fim do voto secreto, por exemplo), não realizaram qualquer mudança de rota em questões estruturais, mantendo intactos o atual modelo de desenvolvimento e a política econômica em curso.

7.    A governabilidade conservadora que dá sustentação ao governo Dilma não só foi mantida, como teve o núcleo duro de sua política aprofundado. Continuaram as privatizações das estradas, portos e aeroportos; as articulações para ampliar o repasse de recursos públicos para os planos de saúde privados por meio de financiamento do BNDES, aprofundando o subfinanciamento e o sucateamento do SUS (Sistema Único de Saúde); a ofensiva contra os direitos indígenas (PEC 215 e PLP 227) e os direitos trabalhistas (PLP 4330); bloqueio ao aumento do gasto público em políticas sociais e na valorização do funcionalismo público; e a privatização de 60% do Campo de Libra, do pré-sal, a maior reserva de petróleo já descoberta no país.

8.    Em relação à política econômica, no que pese o esforço do governo no oferecimento de vantagens especiais ao empresariado e em especial às empreiteiras através de generosos empréstimos subsidiados pelo BNDES, o nível de investimento continua baixo, ao passo que as taxas de juros brasileiras voltaram a liderar o ranking das maiores taxas do mundo.

9.    Enquanto o governo sonha com o aumento do investimento privado, 46% do orçamento da união em 2013 (900 bilhões de reais) foram drenados para o pagamento dos serviços da dívida pública, incluindo juros e amortizações, mantendo intacta a faceta financeira da política econômica. Do ponto de vista da democratização da propriedade da terra, também não houve avanços, e a aliança do governo com o agronegócio está mais firme do que nunca na tentativa de ampliar a produção por meio da expansão da fronteira agrícola e novos financiamentos  – fonte da concentração da propriedade rural e dos conflitos agrários no país.

10. É neste contexto que a bancada federal do PSOL (Ivan Valente, Chico Alencar, Jean Wyllys e Randolfe Rodrigues), tem atuado, enfrentando os interesses ruralistas, rentistas e conservadores no congresso nacional.  A combatividade da bancada esteve expressa em várias lutas fundamentais, onde souberam sempre distinguir com clareza o que é inegociável para a defesa dos interesses nacionais e populares.

11. Os embates travados pela bancada federal do PSOL tem ajudado o partido a dar maior visibilidade para o seu programa e a ganhar a simpatia de importantes setores sociais: luta contra o novo Código Florestal e o ataque aos direitos indígenas; contra o trabalho escravo; defesa do petróleo nacional contra os leilões e a privatização e Libra; defesa da democratização da mídia e do marco civil para a internet; defesa do direito a saúde pública e os direitos dos consumidores contra o abuso dos planos de saúde privados; luta pelos direitos humanos contra o retrocesso conservador; defesa da ética na política e por uma reforma política baseada no fim do financiamento privado de campanha e na ampliação da democracia direta.

12. A maior contradição deste novo cenário político é que o anseio de mudanças da maioria da população, indicado pelas pesquisas de opinião, não encontram ainda um alternativa no terreno político e eleitoral eu está desenhado hoje. A velha opção da direita, representada agora por Aécio Neves, assim como a aliança pragmática e liberal entre Eduardo Campos e Marina Silva, não tem conseguido ocupar o espaço da mudança, permitindo ao governo recuperar espaço e crescer nas pesquisas.

13. Diante deste cenário, é urgente que o PSOL se apresente já como alternativa de mudanças. Nosso partido tem todas as condições políticas para ocupar um importante espaço a esquerda na atual conjuntura. E isso passa neste momento por reforçar nossos vínculos com os movimentos sociais e dar maior visibilidade para nossa proposta programática de esquerda, lançando nossa candidatura própria à presidência da república.

14. A existência de uma situação política mais favorável não anula o fato de que teremos uma dura batalha pela frente, tendo em vista a força e o poder econômico de nossos adversários. Vamos para as ruas e praças de todo país, apresentar nossas propostas para o povo. Em defesa de um projeto democrático, popular e socialista para o Brasil! É hora de mudança!

Campanhas políticas para o PSOL no próximo período

1.      As grandes manifestações ocorridas em junho de 2013 deram mostras de uma nova disposição da juventude e trabalhadores para a luta. Por todo o país, mobilizações continuam a ocorrer. Cabe ao partido incorporar-se às lutas em curso e aproveitar esse caldo político, envolvendo a militância em campanhas que consideramos prioritárias nesse momento da conjuntura.

2.      Entendemos que as lutas contra as opressões são centrais para a construção de uma nova sociedade. É tarefa do PSOL combater a homofobia, lutando por sua criminalização através da aprovação do PLC122 e a expulsão do deputado Marco Feliciano, expressão do conservadorismo, da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara; barrar o estatuto do nascituro e sua “bolsa estupro”, defendendo a autonomia das mulheres sobre seus corpos e os direitos sexuais e reprodutivos; defender a laicidade do Estado, nos posicionando contra a PEC99/11, que confere às instituições religiosas o poder de questionar leis na STF. Combater também a repressão policial que humilha e assassina a juventude negra e periférica, os Amarildos de todo o Brasil. Devemos nos engajar em campanhas pela desmilitarização da Polícia Militar, e em favor de cotas raciais e sociais nas universidades públicas.

3.      O PSOL deve ser linha de frente no combate à precarização do trabalho, envolvendo seus sindicalistas em uma campanha ampla contra o PL 4330.

4.      A defesa do meio ambiente deve ser acentuada neste contexto em que grandes obras, como as usinas de Belo Monte e Jirau, são construídas para enriquecer empreiteiras; e de investida da bancada ruralista, que flexibilizou o código florestal e atenta agora contra as populações indígenas. Barrar a PEC 215, que transfere o poder de demarcação de terras indígenas do Executivo para o Congresso Nacional, onde a bancada ruralista tem maioria, e impedir a aprovação do PLP 227, que tenta pela via do enfraquecimento da FUNAI impedir novas demarcações, é lutar em defesa do patrimônio sócio cultural e ambiental do povo brasileiro.

5.      A democratização dos meios de comunicação e garantia da liberdade na internet são bandeiras fundamentais para os movimentos sociais e devem ser apoiadas e construídas entusiasticamente pelo PSOL. Portanto, fortalecer a campanha “Para Expressar a Liberdade”, organizada por diversos movimentos sociais e forças progressistas, e pelaaprovação do Marco Civil da Internet devem ser uma de nossas prioridades. Outra luta fundamental para o PSOL é por uma Reforma Política ampla e democrática, com financiamento exclusivamente público de campanha e que amplie a participação direta da população na política.

6.      É necessária uma inversão radical no orçamento da União: pela Auditoria da Dívida Pública e investimento de 10% do PIB na educação pública e 18% da receita líquida para a saúde pública, contra o modelo de gestão privada via OSS.

Campanha pela Tarifa Zero: um dos estopins das lutas de junho, a luta pela revogação das tarifas é uma das expressões do descontentamento com um modelo de cidade excludente. Devemos investir em uma campanha ampla em todas as cidades em que o partido tem presença, construindo comitês de luta e recolhendo assinaturas para projetos de lei de iniciativa popular. Devemos também editar uma Cartilha Nacional do PSOL sobre Mobilidade Urbana, Tarifa Zero e direito à cidade, assim como adesivos e panfletos em grande tiragem pela Tarifa Zero, afim de contribuir com a formação da militância e fazer agitação política em torno do tema.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

PSOL Amazonas Inaugura sua nova sede no sábado

Nova sede do PSOL Amazonas
O Partido Socialismo e Liberdade – PSOL Amazonas, vai inaugurar no próximo sábado (01/02/2014) sua nova sede na Av. Constantino Neri, nº 1913, Bairro de São Geraldo, Manaus(AM). O Ato de Inauguração terá inicio as 09:00h da manhã e contará com a participação dos filiados, militantes e simpatizantes do Partido, após a solenidade de inauguração, será servido um coquetel para celebrar mais uma etapa do projeto de estruturação do PSOL no Estado.

A sede para um partido da esquerda socialista é fundamental para promover sua organização interna e projetar sua atuação externa, é na sedo do partido, que os militantes interagem, orientam e recebem orientações, promovem estudos, atividades cultural, fazem reuniões, seminários, oficinas e articulam ações paréticas, é o referencial físico do Partido.

A inauguração da nova sede do PSOL, reflete a determinação da nova direção partidária, que de forma ousada, está contagiando sua militância, para que em breve, o partido se transforme no maior referencial politico da classe trabalhadora amazonense, assim o PSOL vai superando limites de uma politica sem limites. 


domingo, 26 de janeiro de 2014

PSOL Amazonas lança em fevereiro Plano de Mobilização para Trabalhadores Domésticos e Operários do PIM

Parque Industrial de Manaus - PIM
O Partido Socialismo e Liberdade vai lançar no próximo mês de fevereiro, um plano de Mobilização para duas categorias de trabalhadores que precisam urgentemente de voz e instrumento de luta para assegurar uma melhor qualidade de vida para seus componentes. As categorias definidas são; os Operários do Parque Industrial de Manaus e os Trabalhadores Domésticos.

O plano foi aprovado na ultima reunião do Diretório Estadual do PSOL/AM no dia 25 de janeiro de 2014 e consta dentre outras atividades, visita a porta de fábricas do PIM e entrada de condomínios residenciais, distribuição de panfletos reflexíveis sobre a realidade dessas categorias, reuniões, distribuição de cartilhas, palestras... A programação é uma verdadeira cruzada em favor do trabalho decente e melhor qualidade de vida dessas categorias.

O Parque Industrial da Zona Franca de Manaus e a qualidade de vida dos trabalhadores desse seguimento

O Polo Industrial de Manaus foi criado em 1967 pelo governo federal para impulsionar o desenvolvimento econômico na região, e hoje é composto por mais de 600 indústrias, empregando 129.663 trabalhadores, entre efetivos, temporários e terceirizados e faturou no ano passado (2013) 80 mais de bilhões de reais.

A situação de saúde dos trabalhadores do Polo Industrial de Manaus é “aterradora”! Existe um contingente enorme de empregados doentes e acidentados na Zona Franca de Manaus, dado que coloca o estado do Amazonas como o segundo Estado recordista nacional em doenças ocupacionais.

Os trabalhadores da Zona Franca de Manaus, sofrem com a sobrecarga de trabalho e com o ritmo acelerado das linhas de produção. A consequência disso é a fadiga, estresse e dores em todo o corpo que leva anualmente milhares de operários a se afastarem do trabalho com doenças ocupacionais das quais se destaca o aumento dos casos de lesão por esforço repetitivo/distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (LER/DORT).

As horas extras são habitualmente exigidas pelas empresas, assim como trabalho em domingos e feriados, de forma que sobra muito pouco tempo para o lazer do operariado. Além disso, acresce o trabalho repetitivo, monótono, em pé, com pouca possibilidade de ascensão profissional.

Boa parte dos produtos ali fabricados não pode ser adquirida pelos empregados que os produzem. O piso salarial pago a esses trabalhadores é pouco superior ao salário mínimo. Há determinação da direção da empresa restringindo a conversa dos empregados entre si no horário de trabalho. Essa pratica constante, compromete a qualidade de vida dos trabalhadores do Parque Industrial da Zona Franca de Manaus.

A Categoria de Trabalhadores Domésticos

Os trabalhadores(as) domésticos(as) por força da Emenda Constitucional nº 72, de 02 de abril de 2013, foram estendidos aos(às) domésticos (as) outros direitos: relação de emprego protegida contra despedida arbitraria ou sem justa causa; seguro-desemprego; FGTS; remuneração do trabalho noturno superior ao diurno; salário família; jornada de trabalho, remuneração do trabalho extraordinário; redução dos riscos inerentes ao trabalho; assistência gratuita aos filhos e dependentes; reconhecimento das convenções e acordos coletivos; seguro contra acidente de trabalho; isonomia salarial, proibição de qualquer discriminação, proibição do trabalho noturno, perigoso ou insalubre ao menor de 18 anos.

No Amazonas, pouco se sabe das condições de trabalho dessa categoria, porém, trata-se de um contingente muito grande de pessoas ocupadas nessa atividade, isso requer de nós militantes do PSOL, aprofundar nosso conhecimento em relação a qualidade de vida dessa população de trabalhadores, uma vez que a grande maioria, moram nas áreas socialmente vulneráveis da cidade, onde seus filhos ficam entregue a menores da família ou em casa de vizinhos, sem creche e condições de frequentar a escola. Um dos grandes problemas dessa categoria está no seu habitar, seus filhos ficam sujeitos ao assedio de traficantes e outros tipo de delinquência.

A importância do PSOL na organização do dialogo de construção de politicas publicas para esses seguimentos

O PSOL enquanto partido da esquerda socialista tem o dever histórico de se posicionar diante dessa situação. Para tanto, a mobilização permanente desses seguimentos, deve ser implementada com ações que aponte a relevância das demandas. A ação firme dos nossos militantes através de abordagem nas portas de fabrica e entradas de condomínios, reuniões, elaboração de cartilhas, peças teatrais, panfletos, fôlder, jornal, mídia social, seminários, palestras e cursos, visando a formatação de um projeto de atenção a saúde do operariado para compor o Plano de Governo do PSOL/AM. Assim o partido cumpre um papel importante na sua trajetória, cujo resultado será o estabelecimento do dialogo franco e salutar com a calasse trabalhadora local no sentido de melhorar a qualidade de vida dessa população e as condições de trabalho no PIM.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

PSOL Amazonas de Casa Nova

Nova sede do PSOL Amazonas, Av. Constantino Nery Nº 1913, Bairro São Geraldo em Manaus (AM)
Foi erguido hoje (24/01/2014) o estandarte do Partido Socialismo e Liberdade – PSOL Amazonas na fachada da sua nova sede na Av. Constantino Nery, Nº 1913, Bairro São Geraldo em Manaus (AM). No dia 1º fevereiro (sábado) pela manhã, será o Chá de Casa Nova, onde estaremos servindo um coquetel e recebendo doações de mobiliário e equipamentos.

A nova sede faz parte de um projeto ousado de organização do partido visando firmar-se como alternativa real de transformação social no Amazonas e Brasil.

Há tempos que o amazonas não tem um partido de oposição que ofereça a população amazonense a esperança de libertar-se das garras de governantes déspotas que se apoderam da estrutura do Estado para locupletar-se com os fabulosos recursos públicos.

Para combater essa enxurrada de maracutais, o PSOL Amazonas tomou no seu 4ª Congresso realizado nos dias 25 e 26 de outubro de 2013 a decisão de dialogar com nossa comunidade para juntos organizarmos a resistência do nosso povo.

Hoje, todos os dias o PSOL recebe novos pedidos de filiação, são pessoas do povo que estão descontentes com a falta de politicas publicas para educação, saúde, segurança, atenção a criança e adolescência e de prosperidade para nossa juventude.

O PSOL avança com a esperança do povo de transformar essa realidade perversa, onde os governantes seguem humilhando os homens e mulheres da nossa terra. É hora tomar partido e o PSOL é o partido das multidões que lutam por prosperidade. Vem pro PSOL!